A ingenuidade me levou a conhecer gente terrível
Mas ainda assim continuei acreditando
Acreditando que poderia haver algo de bom nas pessoas
Continuei errando por não conseguir enxergar o mal
E de sua aparência não fugi, por não reconhecer
Não se pode confiar a direção do carro a um cego
Nem a uma criança de sete anos para pilotar o fogão
Mas ainda sou a mesma... Criança, míope
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Decisão
Era preciso criar vergonha e sair dali
Mas algumas decisões nem sempre são tão precisas
A casa em que ele viveu desde criança era aconchegante e bem bonitinha
Mas as quatro paredes de seu quarto eram pequenas demais
Mal cabiam suas bagunças e bem pouco dos seus sonhos
A água era bem refrescante, as abelhas adoravam bebê-la
No muro havia sempre lascas de mamão para os passarinhos
E uma penca de banana pendurada na área externa, perto do fogão
O pai era bastante sorridente, exceto quando deparava-se com a desorganização em sua caixa de ferramentas e as louças do café ainda não lavadas... O relógio já marcava 12:00 PM
A mãe com ar de frustração, insatisfeita e sobrecarregada, também era contente, pois apesar do cansaço, o lar parecia mesmo estar no controle de suas mãos
Os irmãos mais novos apenas brigavam, entre si, com ele, e até mesmo com as paredes na falta de alguém para brigar
Os dias passavam, e a decisão ainda não tomada martelava-lhe a cabeça
E no fundo, ao invés de vergonha, sobrava apenas um bom orgulho
Orgulho em saber que haveria sempre perdão e comida quentinha naquele fogão
Orgulho... E medo! Por que não?
Medo de decidir perder tudo aquilo
Comodismo em cada cômodo confortável daquele seio
Mas algumas decisões nem sempre são tão precisas
A casa em que ele viveu desde criança era aconchegante e bem bonitinha
Mas as quatro paredes de seu quarto eram pequenas demais
Mal cabiam suas bagunças e bem pouco dos seus sonhos
A água era bem refrescante, as abelhas adoravam bebê-la
No muro havia sempre lascas de mamão para os passarinhos
E uma penca de banana pendurada na área externa, perto do fogão
O pai era bastante sorridente, exceto quando deparava-se com a desorganização em sua caixa de ferramentas e as louças do café ainda não lavadas... O relógio já marcava 12:00 PM
A mãe com ar de frustração, insatisfeita e sobrecarregada, também era contente, pois apesar do cansaço, o lar parecia mesmo estar no controle de suas mãos
Os irmãos mais novos apenas brigavam, entre si, com ele, e até mesmo com as paredes na falta de alguém para brigar
Os dias passavam, e a decisão ainda não tomada martelava-lhe a cabeça
E no fundo, ao invés de vergonha, sobrava apenas um bom orgulho
Orgulho em saber que haveria sempre perdão e comida quentinha naquele fogão
Orgulho... E medo! Por que não?
Medo de decidir perder tudo aquilo
Comodismo em cada cômodo confortável daquele seio
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Pra não desistir
Eu sei que a vida não está fácil pra você... Nem pra mim! Definitivamente, a vida não está fácil pra ninguém.
Aos 19 anos tenho mais responsabilidades do que jamais pude supor que teria nesta idade. É... Nós, jovens, tão jovens, relativamente distantes da fase adulta temos que suportar problemas que a maioria de nossos pais nem imaginaram... Passamos os nossos dias na escola, no cursinho, na faculdade, no estágio, no emprego, e em quase todos estes dias somos assombrados por nossas angústias, as incertezas que são certas, pontuais e pesadas naqueles dias de aflição, e não perdoam. Você pode estar enfrentando várias situações, falta de grana, o término de um namoro, falta de apoio da família, desemprego, você deve estar sentindo que sua tão sonhada independência está tão difícil de ser alcançada, e assim como eu, você deve estar cansado física e mentalmente, e olha que a semana nem acabou!
Eu também sei que a gente deveria estar estudando, mas se você, assim como eu, já escreveu dois poemas, arrumou seu guarda-roupas, leu todas as suas mensagens da caixa de entrada da faculdade, mas ainda não conseguiu se concentrar pra estudar, aguenta mais um pouco, relaxa, respira!
Suponho que você já deve ter pensado em suicídio, deve ter pensado em fugir, virar hippie, e até deve ter tentado voltar a ser criança, afinal né...
Eu sei que nós temos vários motivos pra dar um basta, mas será que não vale a pena acreditar no sonho que se têm? Será que o gosto de uma vida sem tentativas, sem baques e totalmente sem permissões pode ser bom? Será que com uns 40 ou 50 você vai viver tranquilo tendo deixado de tentar? Eu não falo de uma mera graduação, mestrado ou doutorado. É bem mais que sucesso profissional, uma carreira espetacular e dinheiro... Eu to falando é de consciência tranquila. Não vou conseguir me conformar com o conformismo. E você?
sábado, 25 de maio de 2013
Maturidade
Quando pré-adolescente, fazia do acaso sinais... As siglas comerciais que continham as minhas iniciais e as do "meu amor" eram a coisa mais mágica do mundo... Não o universo, mas os outdoors, placas de veículos e algumas supertições conspiravam a favor do que eu sentia. As paixonetes eram nutridas pelas eventualidades... Tudo era motivo para pensar "é ele".
Aos 14 idealizei o amor de uma forma que agora, anos mais tarde concluí ser utopia. E quantas vezes pirei por pensar que o garoto mais que demais iria me trazer flores, e estaria sempre de sorriso aberto... Que atritos não aconteceriam, e que minha vida seria como num clipe da Taylor Swift.
Aos dezenove me dou conta de que não existirá o mais que perfeito... Não é possível! Pelos menos não pra mim, pois não quero perfeição. Em minha mente há apenas uma idealização... E beleza não é requisito, nem temperamento parecido. É necessário que os sonhos casem, e que os princípios sejam os mesmos. As opiniões poderão divergir, mas o respeito a individualidade jamais! Ser quadradinho é tão chato. Receita pra tudo é exagero. Ainda bem que minhas idealizações infantis cresceram!
domingo, 14 de abril de 2013
Para além de nós
Primeiro eu admirei o que me diziam dele
Admirei as qualidades que eu nem tinha certeza que ele possuía
Depois me encantei pelo seu gosto musical
Entre tantas canções ouvi as que cantavam você
Me apaixonei por cada composição
A cada melodia um encantamento maior
Depois conheci seus ideais
Que surpreendentemente casaram com os meus
Seus sonhos e os meus sonhos tornaram-se um só
Um mesmo futuro diante de nossos olhos escuros
E o destino... Não de apenas amar
Mas o destino de amar a uma determinada pessoa
Aos 18 anos namorei um homem de 23
Então, me apaixonei por tudo o que conheci
Além de me apaixonar pela ideia de descobrir o que estava por vir
O amor foi algo que senti muito de repente
Amei cada traço de seu caráter
Amei sua força de vontade e seus bons modos
Amei sua generosa bondade e seu ar pacificador
Amei sua família, sua responsabilidade
Mas do que tudo, o respeitei
O quis, o desejei
Eu o escolhi
Amor de amigos, irmãos e namorados que somos
O amor de duas almas que se cruzaram e tocaram fundo uma a outra
Um amor dito precoce, que poucos conseguiram e conseguirão compreender
Mas eu digo: “Do nosso amor a gente é que sabe!”
Eu o amo a cada pétala de rosas que recebi
Por cada ligação no celular
Por todas as vezes que sou contrariada pelo meu próprio bem
Amo cada abraço , braços dados e excessos de fofura
Amo a sensação de que jamais encontrei alguém assim
Amo a sorte que juntou seu corpo ao meu
Amo as promessas de um amor para além da vida
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Quem me estimula:
- Hariany Campelo
- Manacapuru, Amazonas, Brazil
- Me chamo Hariany, tenho 18 anos, estudo Direito. Sou amazonense, louca por açaí e apaixonada por essa terra. Amo poetar e musicar. Através dos animais, da natureza e das pessoas sinto-me mais próxima de Deus. Apesar desta breve e rasa descrição, convido você para mergulhar no meu rio de abstrações e deixar que os sentimentos fluam como as águas. Parafraseando Dom Quixote, ser poeta é contar ou cantar coisas, não como foram, mas como deveriam ter sido... É apoderar-se irada ou carinhosamente de palavras que têm o poder de ecoar no universo, e este eco é a maravilhosa sensação de estar vivo. A Vida é o que nos impulsiona, e dela nossos pulmões estão cheios, portanto: RESPIRE E INSPIRE-SE. POETE-SE!
