terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Chuvas Infantis
Sob o mesmo céu era um corpo ressequido e fraco
Sendo alcançado pela ainda tímida chuva
Chuva que caia ao findar das quentes tardes veranis
Jovem e fraca, mas muito franca sobre suas fraquezas
Franqueza que a tornava forte
Mas aquela força era roubada
Pelas finas gostas da estação
Um metro e pouco mais de 68 centímetros de saudade
Saudades dos verões infantis
Das brincadeiras malucas
Do tanque de areia
De correr ao redor do chafariz da pracinha
De assistir o firmamento despejar dádivas do céu
Escapar da mãe sob ameaça de um resfriado
Dançar na chuva enquanto os adultos corriam para tirar as roupas do varal
Esticar a língua para lamber a água escorrendo pela curvinha da boca
Sua força já fora novamente sequestrada
A alma, completamente encharcada
A língua esticada para agora, aparar não só a chuva
Mas as gotas salgadas pelos olhos dispensadas
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Quem me estimula:
- Hariany Campelo
- Manacapuru, Amazonas, Brazil
- Me chamo Hariany, tenho 18 anos, estudo Direito. Sou amazonense, louca por açaí e apaixonada por essa terra. Amo poetar e musicar. Através dos animais, da natureza e das pessoas sinto-me mais próxima de Deus. Apesar desta breve e rasa descrição, convido você para mergulhar no meu rio de abstrações e deixar que os sentimentos fluam como as águas. Parafraseando Dom Quixote, ser poeta é contar ou cantar coisas, não como foram, mas como deveriam ter sido... É apoderar-se irada ou carinhosamente de palavras que têm o poder de ecoar no universo, e este eco é a maravilhosa sensação de estar vivo. A Vida é o que nos impulsiona, e dela nossos pulmões estão cheios, portanto: RESPIRE E INSPIRE-SE. POETE-SE!
