sexta-feira, 29 de junho de 2012
Noites
É a noite que tudo faz sentido - disse Charlie Brown em uma adorável tirinha no Minduim
É a noite que você engole o que passou o dia tentando digerir
É a noite que a memória remonta por completo os flashes do passado
Lembrados vagamente durante a correria
É a noite que os sorrisos sinceros da sua menina multiplicam-se em sua mente
É durante a noite que tudo se intensifica
Frio, dor, carência
E aí o desespero grita muito mais alto
O coração pulsa mais forte
Os olhos choram mais
A noite acolhe quem amou
Quem ainda quer ser feliz
Ela convida a sonhar mais
Dormir em paz
A noite sempre volta
E não acaba jamais
domingo, 17 de junho de 2012
A Avenida da Minha Vida
E lá estava mais uma vez, debruçada sobre flores e papéis de amor
Toda aquela atenção a deixava estática
O exagero de sentimentos estranhamente lhe causavam dor
A novidade de sentir-se verdadeiramente amada roubava-lhe os movimentos
Porém, era assim que ela escolhera passar suas tardes
Tentava digerir aquele punhado de declarações
As promessas de amor eterno lhe assustavam
O romantismo há tempos deixara de fazer parte da sua vida
Depois de tantos golpes baixos recebidos, era preferível àquela jovem mulher vestir-se de precauções
O tempo ainda não cicatrizara por completo as feridas
E pela dor, não mais queria ser engolida
Seu puro, novo e ainda desconhecido amor movimentava-se graciosamente
Como as asas de um beija-flor
Tinha cheiro de grama lambida pelo orvalho noturno
E a cor de dez mil arco-íris
A exaltação e os excessos lhe matavam
Mas a realidade de tudo a sua volta lhe fazia viver
Viver a ponto de querer que cada jura
Fosse fielmente cumprida, antes que o abrir dos olhos revelassem o sonho como um nada
Decidiu despir-se da fragilidade
Segurou pela mão direita a coragem
E enfim, atravessou a avenida florida
Radiante e querida
Sentia estima por si
Estava certa e confiante a cada passo
Do outro lado da rua um par de braços abertos
Um amor imenso como o deserto
A cada instante, abria ainda mais os lábios
Por sorrir feliz
E então todo aquele amor sobrepôs o medo
Perdoou todos os outros baques da vida
Esta ficou ainda mais linda
E a certeza do amor inundou toda a avenida
"Espelho, espelho meu, há nesta vida alguém mais feliz do que eu?"
Toda aquela atenção a deixava estática
O exagero de sentimentos estranhamente lhe causavam dor
A novidade de sentir-se verdadeiramente amada roubava-lhe os movimentos
Porém, era assim que ela escolhera passar suas tardes
Tentava digerir aquele punhado de declarações
As promessas de amor eterno lhe assustavam
O romantismo há tempos deixara de fazer parte da sua vida
Depois de tantos golpes baixos recebidos, era preferível àquela jovem mulher vestir-se de precauções
O tempo ainda não cicatrizara por completo as feridas
E pela dor, não mais queria ser engolida
Seu puro, novo e ainda desconhecido amor movimentava-se graciosamente
Como as asas de um beija-flor
Tinha cheiro de grama lambida pelo orvalho noturno
E a cor de dez mil arco-íris
A exaltação e os excessos lhe matavam
Mas a realidade de tudo a sua volta lhe fazia viver
Viver a ponto de querer que cada jura
Fosse fielmente cumprida, antes que o abrir dos olhos revelassem o sonho como um nada
Decidiu despir-se da fragilidade
Segurou pela mão direita a coragem
E enfim, atravessou a avenida florida
Radiante e querida
Sentia estima por si
Estava certa e confiante a cada passo
Do outro lado da rua um par de braços abertos
Um amor imenso como o deserto
A cada instante, abria ainda mais os lábios
Por sorrir feliz
E então todo aquele amor sobrepôs o medo
Perdoou todos os outros baques da vida
Esta ficou ainda mais linda
E a certeza do amor inundou toda a avenida
"Espelho, espelho meu, há nesta vida alguém mais feliz do que eu?"
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Quem me estimula:
- Hariany Campelo
- Manacapuru, Amazonas, Brazil
- Me chamo Hariany, tenho 18 anos, estudo Direito. Sou amazonense, louca por açaí e apaixonada por essa terra. Amo poetar e musicar. Através dos animais, da natureza e das pessoas sinto-me mais próxima de Deus. Apesar desta breve e rasa descrição, convido você para mergulhar no meu rio de abstrações e deixar que os sentimentos fluam como as águas. Parafraseando Dom Quixote, ser poeta é contar ou cantar coisas, não como foram, mas como deveriam ter sido... É apoderar-se irada ou carinhosamente de palavras que têm o poder de ecoar no universo, e este eco é a maravilhosa sensação de estar vivo. A Vida é o que nos impulsiona, e dela nossos pulmões estão cheios, portanto: RESPIRE E INSPIRE-SE. POETE-SE!
