domingo, 18 de novembro de 2012
Triciclo
Bastava ouvir o som do meu motor que seu coração já começava a saltitar
Corria ao meu encontro, colocava o pezinho direito no pedal
E erguia as mãozinhas para ser carregada até o banquinho de trás
Onde as perninhas tortas, ritmicamente dançavam para frente e para trás
Às vezes as botinhas ortopédicas pretas se chocavam parecendo lento sapateado
Aquele sorriso bonito, cheio de dentinhos brancos como leite, acompanhado de risinhos abafados pelas pequenas mãos me confessavam uma euforia quase contida
Aqueles olhinhos castanhos, refletiam a paisagem das estradas que percorríamos e diziam que queriam aventura e a sensação de cabelos ao vento
Aquela nuvem de cachinhos, fofa e escura, parecia querer se dissolver no ar
E apesar de muito pequenina eu via o destino da menina cujo vento fazia de seus cachos tobogã
Aquela folia fazia parte dos meus dias
Parecia que eu carregava um punhado de felicidade e pureza no banquinho meu triciclo
E bastava olhar para trás para perceber que um dia ela seria moradia de eterna alegria
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Quem me estimula:
- Hariany Campelo
- Manacapuru, Amazonas, Brazil
- Me chamo Hariany, tenho 18 anos, estudo Direito. Sou amazonense, louca por açaí e apaixonada por essa terra. Amo poetar e musicar. Através dos animais, da natureza e das pessoas sinto-me mais próxima de Deus. Apesar desta breve e rasa descrição, convido você para mergulhar no meu rio de abstrações e deixar que os sentimentos fluam como as águas. Parafraseando Dom Quixote, ser poeta é contar ou cantar coisas, não como foram, mas como deveriam ter sido... É apoderar-se irada ou carinhosamente de palavras que têm o poder de ecoar no universo, e este eco é a maravilhosa sensação de estar vivo. A Vida é o que nos impulsiona, e dela nossos pulmões estão cheios, portanto: RESPIRE E INSPIRE-SE. POETE-SE!

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