É bem verdade que agora, quando chove, encontro desculpas
demais para anular minha vontade de um mergulho raso
Razão pela qual me resumo a simplesmente olhar a chuva cair
E à meia voz, quase chorosa a cantar “chuva traga o meu
benzinho...”
E tenho andado mesmo ocupada demais para me lançar na chuva
Mas também tenho pensado demais em mãos cruzadas em xis
Num gira mundo, de dança de roda a dois
Abraços molhados e beijo roubado, mas longo
Beijo que faça engolir os fluídos dos céus
Que afogue de amor

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